Porque é que dizemos “estou bem” mesmo quando não estamos?

Muitas pessoas afirmam que estão “bem” mesmo quando, na realidade, sentem ansiedade, tristeza, frustração ou cansaço emocional. Mas porque é que fazemos isto?

Do ponto de vista psicológico, este comportamento está relacionado com várias dinâmicas:

Evitar desconforto ou julgamento: A expressão “estou bem” pode funcionar como um mecanismo de defesa. Evita que tenhamos de partilhar emoções vulneráveis, que nos expõe a críticas ou perguntas incómodas.

Padrões aprendidos na infância: Se crescemos num ambiente onde demonstrar emoções era desencorajado ou ignorado, aprendemos a ocultar sentimentos para proteger-nos.

Desequilíbrio entre emoções e consciência: Muitas vezes, não estamos totalmente conscientes do que sentimos.

Pressão social e cultural: Existe uma expectativa social de que devemos manter uma aparência positiva ou “funcionar bem”. Dizer que estamos “bem” é muitas vezes uma forma de cumprir essas normas, mesmo que internamente seja diferente.

Observar este padrão é importante porque não expressar emoções genuínas pode aumentar ansiedade, stress e sensação de isolamento.

Na última vez que disse “estou bem”, sentiu-se realmente assim ou estava a proteger-se ou aos outros?

Se sentir dificuldade em lidar com emoções não expressas, a consulta de psicologia é um espaço seguro para explorar padrões, acolher sentimentos e desenvolver estratégias de regulação emocional.


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